Experimenta "rasgar" o monitor para ver se és capaz.

domingo, novembro 25

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A minha cor preferida é o azul. Mas não me obriguem a andar de azul!

sábado, novembro 24

Agora sim, temos as formigas encarreiradas.














O Povo unido é a melhor maneira de ser vencido, os vencedores serão sempre dissidentes!

Engenharia da Segurança ou a Segurança da Engenharia.

Fui fazer uma visita de (re)conhecimento ao edifício onde trabalho. É do tipo de visita que me faz lembrar a minha infância. Que é aquele tipo de visita OBRIGATORIA. Hum… coisa boa.. apetece ir não é? Lembro-me (antes de fugir de casa) que os meus pais (…. vá lá, mais a minha mãe, desculpa pai foi sem intenção!) me levavam a fazer algumas visitas a casa de gente absolutamente estranha que me apertavam as bochechas e me perguntavam se eu me lembrava delas… normalmente eram primas, no Algarve são todos primos! Frase como: despacha-te que vamos fazer uma visita à casa da prima Gripina! Gripina?!?!? Alguém quer ir a casa de outrem que se chama Gripina… Uma mistura exótica de Gripe com Aspirina!! Ui…

Foi assim que me senti na quarta feira. – É o Sr. Leugim Larbac? É que vai ter uma visita ao edifício daqui a 10 minutos. Até me arrepiou a espinha… de repente vi a Prima Gripina a mostrar-me a caixa de ventilação dos elevadores!!

Mas a visita não foi em vão. Fiquei a saber 2 coisas:

O edifício onde trabalho não é um mas sim três;

Separado por juntas de dilatação.

A justificação foi simples e convincente:

- Meus Srs., em caso de terramoto, o edifício abana mas não cai.

Fiquei descansado!

A factualidade da relação entre Posse, venda e o caroço nas unhas!

Para se vender vacas são necessárias duas condições: tê-las e receber o arame.

Um simples Homem.

Sei de um Homem aquém não lhe falta nada para viver como deseja. Reconheço nele aquilo que nunca serei – O Homem mais rico do mundo. Para alem deste grande feito da vida humana que é ser-se o homem mais rico do mundo sem a forbes saber, este Homem tem uma particularidade: Fecundou a minha mãe parindo ela o seu único filho, eu!

Neste caso: Filho e Pai.

Espera-se de um Pai que seja Pai, e de um Filho que seja Filho. Eu, no meu caso, tentando ser o Pai que se espera, quando for grande espero ser como o meu Filho!

Se o meu Filho não for como o Pai dele, tanto melhor.

Se o meu Filho quiser ser melhor que o Pai dele, é porque é pouco ambicioso.

É fácil ser-se melhor que eu. Até eu ás vezes o consigo.

Na verdade, parecer-me melhor do que o que verdadeiramente sou, é a minha especialidade.

Ao meu Filho caberá a árdua tarefa de reconhecer aquilo que sempre soube – o meu pai não é o maior!

A galinha da vizinha é diferente da minha.



Foram quatro as vezes que me levantei hoje de noite para ir à casa de banho descarregar. Estou com soltura! Acontece-me raramente como tal dou a devida importância quando o evento se realiza.



Cansado, pelo esforço e forçada entrega dispendidos – cagar cansa – faço a barba com lâmina nova, como sempre, e vou para o trabalho. Centro de Lisboa. Quando chego não vejo ninguém que era suposto ver, colegas. Calha bem… cheguei atrasado e ninguém me viu entrar, boa! Como sou um homem conectável multicanalmente, para alem dos emails carregados de newsletters que subscrevo para estar sempre update recebo um /uma SMS do meu chefe. Gosto de pensar nele como chefe quando estamos em clientes estatais… é uma questão de envolvimento cultural. A sua mensagem dizia tão simplesmente isto: “já estás no sana?”, uai!! O que é isto? Pensei eu. OK, é mesmo do meu chefe, directo ao assunto sem um “bom dia”, sucinto o rapaz. Deixa ver… - o Sana é um hotel. E o que é que eu haveria de estar a fazer num hotel àquela hora? (09:30h). Depois pensei: será que o/a SMS não era para mim? Humm, se calhar era para uma qualquer gata que ele esta a papar… mas aquela hora… logo pela manhã? Aí valente… e não dizias nada ao escravo, heim?.... Impossível… o chefe é fiel! Então, depois de algumas trocas de SMS esclareci-me. Era mesmo suposto eu estar no Hotel Sana àquela hora. Tinha-se marcado uma reunião da empresa que se iria realizar em varias salas, consoante a nossa área de carinho. Fui de Táxi para não perder tempo. Cheguei e perguntei: a minha empresa está em reunião onde? Resposta directa: piso menos 2 sala 8. Fui até lá e entrei. Não conhecia ninguém, mas no PPT exposto estava o “logo” da minha empresa. Senti-me confortável por isso. As dissertações dos oradores eram-me estranhíssimas. Mas muito interessantes… deixei-me estar, altamente atento ao conjunto de informações, declarações e masturbações dos oradores. Se sou um adepto convicto da minha entidade empregadora fiquei-o ainda mais. È incrível a quantidade de coisas que fazemos, com o grau de dificuldade e espectáculo com que fazemos e para quem fazemos. Sai dali ainda mais orgulhoso do meu número 10373131 da multinacional americana a que pertenço. Sem entender qualquer explicação de como fazíamos tudo aquilo, eu estava realmente absorto naquilo que fazíamos. Coffee-break e saio cheio de entusiasmo pelo que ouvi. Queria saber mais. Mas, quando saio, reparo na quantidade enorme de pessoas que estavam já cá fora e que me eram familiares. Tinham saído pela porta do lado – sala 9. A sala onde era suposto eu ter entrado e não entrei.



É incrível o que perdemos na vida por só entrarmos nas portas que conhecemos!

“Our next-best-offer for You” ou “Your next-best-offer for Us”

NBO – next-best-offer ou “Já agora, porque nós nos preocupamos contigo, toma lá um Produto Estruturado de Taxas Crescentes, capitalizáveis e espectacularmente enormes, a 3 anos, capital inicial assegurado, revisto e analisado mas acima de tudo desinfectado, indexado à Eu, Tu, Nós Ribor, em associação a um Fundo orgasmo financeiro assente essencialmente em Brent Futuro” – que são as próximas criancinhas a serem amputadas porque o pé delas não deveria ter tocado naquela mina que já estava ali antes de delas terem nascido - fundo este já previamente negociado, aditado, cortado, riscado, snifado e embalado… mas em vacum pronto a servir pela espectacular, jovem, dinâmica, leve, agressiva, lucrativa e ambiciosa Freek’s & Associates inc.

Compra já! Ou pensas que és um Homem?!

A chuva e Salazar.

Na segunda-feira de manhã o meu amor acordou-me: - Miguel, olha, esta a chover! Disse-mo com um tom de felicidade na voz. O meu amor acordou-me sem dizer/desejar um bom dia. O meu amor já sabia que pelo evento da chuva o dia já era bom o suficiente para eu ficar feliz.

Há já algum tempo que o tema era conversa recorrente lá em casa. O meu amor sabia que eu estava preocupado e isso preocupava-a. Na verdade o meu amor estava duplamente preocupado. Como sempre! Agora que escrevo reparo nisso……! Mas, adiante. O meu amor estava preocupado pela falta de chuva per se, e por tudo o que a falta dela representa, e preocupada pela minha preocupação. Na sua generalidade o amor é lindo. O meu amor, diria, é ainda mais lindo.

Pela chuva que caía, e já o deveria ter caído há mais de 40 dias, existem sementes que encontraram as condições próprias para germinar. Germinando, tornam-se erva, que crescerá assim haja mais chuva e temperatura de feição. Vacas, encontrarão ai o seu sustento durante o Inverno e o remanescente servirá para reservar em cubos mais ou menos homogéneos que se administrará ás ditas durante os meses de Verão e Outono. Assim, bem alimentadas e sadias, terão mais alimento para as suas crias e ficarão mais propensas a sair-se. O Salazar, toiro de cobrição afamado lá na zona, terá mais serviço que resultará em belos e rubustos bezerros a prazo transformados nos bifes que comes todos os dias.

Aproveito assim para lembrar que a chuva que te incomoda hoje são os teus bifes de amanhã.

Viva Salazar!

Uma homenagem às outras.



De todas as mulheres que tive, tirando as que amei e as que me esqueci, não me estou a lembrar de nenhuma.