Na segunda-feira de manhã o meu amor acordou-me: - Miguel, olha, esta a chover! Disse-mo com um tom de felicidade na voz. O meu amor acordou-me sem dizer/desejar um bom dia. O meu amor já sabia que pelo evento da chuva o dia já era bom o suficiente para eu ficar feliz.
Há já algum tempo que o tema era conversa recorrente lá em casa. O meu amor sabia que eu estava preocupado e isso preocupava-a. Na verdade o meu amor estava duplamente preocupado. Como sempre! Agora que escrevo reparo nisso……! Mas, adiante. O meu amor estava preocupado pela falta de chuva per se, e por tudo o que a falta dela representa, e preocupada pela minha preocupação. Na sua generalidade o amor é lindo. O meu amor, diria, é ainda mais lindo.
Pela chuva que caía, e já o deveria ter caído há mais de 40 dias, existem sementes que encontraram as condições próprias para germinar. Germinando, tornam-se erva, que crescerá assim haja mais chuva e temperatura de feição. Vacas, encontrarão ai o seu sustento durante o Inverno e o remanescente servirá para reservar em cubos mais ou menos homogéneos que se administrará ás ditas durante os meses de Verão e Outono. Assim, bem alimentadas e sadias, terão mais alimento para as suas crias e ficarão mais propensas a sair-se. O Salazar, toiro de cobrição afamado lá na zona, terá mais serviço que resultará em belos e rubustos bezerros a prazo transformados nos bifes que comes todos os dias.
Aproveito assim para lembrar que a chuva que te incomoda hoje são os teus bifes de amanhã.
Viva Salazar!